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Prática setorial · Empresas de serviço

O resultado consolidado esconde contratos que consomem o lucro dos outros

Quando a margem é medida pela média da carteira, os contratos bons pagam a conta dos ruins e ninguém percebe. Margem se mede projeto a projeto.

MARGEM CONTRATO A CONTRATO Contrato A 31% Contrato B 24% Contrato C 18% Contrato D 11% Contrato E 5% Contrato F −9% Contrato G −18% média da carteira 8,9% Margem por contrato, doze mesesdois contratos consomem o lucro dos outros
2 de 7contratos com margem negativa que a média da carteira esconde.
Exemplo ilustrativo. A distribuição real aparece quando o custo é rateado por contrato.
Onde a conta aperta

Onde o lucro se perde sem aparecer

Três medidas que separam a empresa que fatura da que lucra.

01Margem por contrato e por clienteO consolidado é uma média, e média esconde extremo. O cliente que mais fatura costuma ser, silenciosamente, o que menos dá retorno.
02Precificação de hora com custo realHora vendida não é hora trabalhada. Ociosidade, retrabalho, encargos e substituição de equipe precisam estar dentro do preço, ou saem da margem.
03O caixa entre a folha e o recebimentoA equipe é paga todo mês. O cliente paga quando o contrato prevê. Esse intervalo é financiado por alguém, e normalmente é pela própria empresa.
O que a Reforma muda aqui

Quem vende horas de gente tem pouco a compensar

A folha de pagamento não gera crédito no novo modelo. Em uma empresa de serviços, ela costuma ser a maior linha de custo, o que deixa quase nada para abater da alíquota nova.

A conta que muda em 2027
Carga típica hojeLucro Presumido: ISS mais PIS e Cofins cumulativos~8,65%
Alíquota de referência do IBS mais CBSestimativa CGIBS de julho de 202627,91%
Profissões regulamentadas−30%
Crédito sobre a folhanenhum
A conta só fecha com reprecificação por contrato, nunca por média da carteira.
Como começamos

Três perguntas que respondemos primeiro

01
Qual contrato paga a conta dos outros?

Apuramos margem por contrato e por cliente, com alocação real de equipe, para separar quem sustenta o lucro de quem consome.

02
A hora está bem precificada?

Reconstruímos o custo da hora com ociosidade, encargos, retrabalho e substituição, e comparamos com o preço praticado em cada contrato.

03
O caixa aguenta a folha?

Projetamos treze semanas de caixa considerando o descasamento entre a folha mensal e o prazo de recebimento de cada cliente.

Perguntas frequentes

O que as prestadoras têm perguntado

Minha empresa é pequena para isso?

O corte não é de faturamento, é de complexidade. Quando a empresa passa a ter vários contratos com margens diferentes e decisões cujo erro custa mais do que o serviço, a conta fecha. Antes disso, dizemos que ainda não é hora.

Como vocês medem margem por contrato se a contabilidade não separa?

Essa é justamente a primeira entrega. Estruturamos a apuração para que cada contrato tenha receita, custo direto, alocação de equipe e margem próprios. É o que a contabilidade fiscal não faz, porque não é a função dela.

A Reforma vai me obrigar a aumentar preço?

Depende de quem é o seu cliente. Se ele é pessoa jurídica no regime regular, recupera o imposto destacado e o repasse fica viável. Se ele é pessoa física, condomínio ou empresa do Simples, o aumento fica dentro do seu preço e alguém precisa absorvê-lo.

Vocês atendem escritório de advocacia e clínica?

Sim. São casos de profissão regulamentada, que tem redução de 30% sobre a alíquota, e a conta muda de figura. Vale rodar a calculadora antes da conversa.

Contato

Vamos olhar a margem dos seus contratos

Uma conversa inicial para entender como a sua empresa mede resultado hoje. Você sai dela com uma leitura da sua situação, inclusive se a leitura for que ainda não precisa da gente.