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Prospera Gestão Financeira PROSPERAGESTÃO FINANCEIRA
Prática setorial · Real Estate

Desembolso de obra e entrada de receita não se encontram no tempo

Viabilidade que projeta apenas VGV e margem é exercício de otimismo. O que decide o empreendimento é o caixa mês a mês, e ele quase nunca está no estudo.

CURVA DE OBRA CONTRA CURVA DE RECEBÍVEIS maior necessidade de capital início da obra entrega Desembolso de obraEntrada de receitapico de capital no mês 15
mês 15é quando a necessidade de capital chega ao pico: obra a pleno e receita ainda por entrar.
Exemplo ilustrativo. A curva real depende do cronograma e da tabela de vendas.
Onde a conta aperta

O estudo fecha, a obra aperta

Três lugares onde o número do papel e o número do banco se separam.

01A viabilidade sem caixaVGV e margem dizem se o empreendimento é bom no fim. Não dizem se ele sobrevive no mês dezoito, quando a obra consome e a venda ainda não entrou.
02A curva de obra contra a de recebíveisCronograma físico-financeiro e curva de vendas raramente são projetados juntos. O descasamento entre os dois é a origem da maior parte dos apertos.
03A estrutura de capitalQuanto de recurso próprio, quanto de financiamento e a que custo. Decidido cedo, define margem. Decidido tarde, define sobrevivência.
O que a Reforma muda aqui

O setor tem regime próprio, e quase ninguém publica a conta

A Lei Complementar 214/2025 criou reduções e redutores específicos para operações com imóveis. A conta é diferente da regra geral, e isso muda a viabilidade de empreendimento em curso.

Reduções previstas na LC 214/2025
Alienação, construção civil e intermediação−50%
Locação de bens imóveis−70%
Redutor de ajusteo tributo incide sobre a valorização, não sobre o custo corrigidosim
Redutor socialvenda de residencial novoR$ 100 mil
Redutor sociallocação residencial, por imóvelR$ 600 ao mês
Fonte: LC 214/2025, regime específico de bens imóveis.
Como começamos

Três perguntas que respondemos primeiro

01
Qual o caixa do mês dezoito?

Projetamos o empreendimento mês a mês, cruzando cronograma de obra com curva de vendas, para achar o ponto de maior necessidade de capital antes de ele chegar.

02
Quanto do resultado é margem e quanto é prazo?

Empreendimento com margem boa e prazo ruim pode valer menos que um com margem menor e giro rápido. Comparamos os dois na mesma régua.

03
A conta muda com o regime novo?

Refazemos a viabilidade com as reduções específicas do setor previstas na LC 214/2025, para saber se o preço praticado ainda se sustenta.

Perguntas frequentes

O que as incorporadoras têm perguntado

A Prospera faz o estudo de viabilidade?

Fazemos a parte financeira: projeção de caixa do empreendimento, curva de obra contra curva de recebíveis, necessidade de capital e cenários de velocidade de venda. O estudo de mercado e o projeto arquitetônico continuam com quem já os faz.

Trabalham com empreendimento já em andamento?

Sim, e costuma ser o caso mais frequente. A obra começou, a venda não seguiu a curva prevista e a necessidade de capital apareceu. Reprojetar o caixa nesse ponto é o que permite negociar com o banco antes de a situação apertar.

A Reforma muda a viabilidade de um empreendimento em curso?

Muda, e é por isso que vale refazer a conta. O setor tem regime específico, com redução de 50% na alienação e 70% na locação, mais redutores de ajuste e social. Empreendimento precificado antes da lei foi calculado com outra base.

Vocês substituem a contabilidade da SPE?

Não. A contabilidade cuida da obrigação legal e fiscal de cada SPE. Nós usamos o que ela produz e devolvemos a leitura gerencial: caixa projetado, margem por empreendimento e necessidade de capital.

Contato

Vamos olhar o caixa do seu empreendimento

Uma conversa inicial para entender em que ponto está a obra, a venda e o capital. Você sai dela com uma leitura da sua situação, inclusive se a leitura for que ainda não precisa da gente.